sábado, 11 de outubro de 2014

MARIA, MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS


Neste Domingo, celebra-se, no Brasil, a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Todas as leituras apresentam o mistério da intercessão de Maria Santíssima, culminando com o Evangelho, que narra o milagre das bodas de Caná.
No começo desta reflexão, é importante destacar que, quando se fala da mediação de Nossa Senhora, não se fala da mesma coisa que fazem os santos, quando intercedem. A intervenção de Maria possui uma peculiaridade, que está ligada ao seu papel único na obra da salvação. Desde o início, a Igreja tem consciência de que, embora seja um só o redentor do gênero humano, Jesus Cristo, essa redenção se operou com a colaboração direta da Virgem Santíssima. É por isso que, assim como São Paulo chama Jesus de “novo Adão” [1], a Igreja – por meio de padres como São Justino, Santo Inácio, Santo Irineu, Tertuliano etc. – nunca hesitou chamar Maria de “nova Eva”, pois, assim como um anjo visitou uma virgem, no Gênesis, para perder a humanidade, outro anjo visitou outra virgem, na plenitude dos tempos, para salvá-la.
Por isso, pode-se chamar Maria de “corredentora”. Assim como um fruto, ao mesmo tempo que vem de Deus, vem da árvore de que foi colhida, a redenção dos homens foi feita por Nosso Senhor, mas também por intervenção de Maria, que gerou a humanidade de Cristo.
É possível considerar a redenção sob dois aspectos: objetiva e subjetivamente. Objetivamente, Cristo morreu e derramou o Seu sangue por todos os homens, para que todos fossem salvos. Subjetivamente, como “o cálice da salvação humana (...), se não for bebido, não cura” [2], nem todos os homens de fato se salvam, não por um defeito do resgate operado por Jesus, mas pelo mau uso da liberdade humana. Na redenção objetivamente considerada, Maria Santíssima age como “corredentora”, pois, estando aos pés da Cruz, entrega o seu Filho pela salvação humana; e, subjetivamente falando, age como “medianeira de todas as graças”, já que, assim como gerou Cristo uma vez em seu ventre, é ela quem O gera para sempre nas almas. Como medianeira, a sua missão é justamente gerar os membros do Corpo Místico de Cristo. Na Cruz, Nosso Senhor entrega todos os cristãos à sua custódia, quando diz a São João: “Eis a tua mãe” [3].
Assim, absolutamente todas as graças que vêm aos homens passam pelas mãos de Maria. Foi o que Nossa Senhora das Graças revelou a Santa Catarina Labouré, em 27 de novembro de 1830, na França, quando, estendendo as suas mãos para baixo, fez sair raios delas, demonstrando a abundância de graças que irradia para todos os homens. Importa sublinhar que Nossa Senhora é medianeira não por necessidade, mas simplesmente por privilégio divino. Deus, onipotente, podia muito bem remir a humanidade de outro modo. No entanto, escolheu precisar do consentimento de uma mulher, a Virgem Maria.
De fato, várias passagens do Velho Testamento – como o trecho do livro de Ester, da primeira leitura, e o Salmo 44 – prefiguram a intermediação de Nossa Senhora na obra da salvação. No Novo Testamento, então, são inúmeros os exemplos de sua ação providencial: na Visitação [4], realiza-se o primeiro milagre da graça, quando, ao ouvir a voz de Maria, São João Batista exulta no seio de Santa Isabel, a ponto de a Tradição da Igreja dizer que, naquele momento, o santo precursor do Messias foi perdoado do pecado original; nas bodas de Caná, lembradas neste Domingo, dá-se o primeiro milagre na ordem da natureza, quando, por intercessão de Maria, Jesus transforma a água em vinho; e, por fim, em Pentecostes, quando as Escrituras dizem que os discípulos “perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres – entre elas, Maria, mãe de Jesus” [5], a oração da Virgem Santíssima é providencial para a vinda do Espírito Santo sobre a Igreja.
Importa explicar, à luz da passagem do casamento de Caná, que a oração da Virgem não age para “contrariar” a vontade de Cristo. Santo Tomás de Aquino ensina que “não oramos para mudar o que foi disposto pela providência divina, mas para que façamos o que Deus dispôs para ser realizado devido à oração dos santos”; “a nossa oração não objetiva mudar aquilo que foi disposto por Deus, mas conseguir d’Ele, pelas orações, o que Ele dispôs” [6]. A oração de Nossa Senhora, de modo especial, foi escolhida por Deus para mediar todas as Suas graças. E, embora essa verdade ainda não tenha sido definida solenemente pela Igreja, todos os tratados tradicionais de mariologia e os Papas do século XX falam de Maria como “medianeira de todas as graças”. Também respaldam esse título as inúmeras manifestações de piedade e amor à Virgem por parte do povo cristão, em todo o mundo, pelo que se confirma o adágio: “lex orandi, lex credendi – a lei da oração é a lei da fé”.
Ao celebrar a solenidade da Virgem de Aparecida, queremos pedir a sua intercessão por nosso país e colocá-lo debaixo de seu manto, especialmente nestes dias de eleições. Embora a Igreja não se deva meter em política partidária, é importante recordar o discurso do Papa Bento XVI, há quatro anos atrás, no qual ele advertia que, “quando (...) os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas” [7]. Não se pode esquecer que o partido que nos governa tem feito muito, há muito tempo, pela legalização do aborto e pela destruição da família.
Que Nossa Senhora Aparecida, Imperatriz do Brasil, governe o destino de nossa nação.
Deus os abençoe
CAFN - Comunidade de Aliança Família de Nazaré

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Pensamento para os Jovens

Crise de Esperança

"A crise de esperança atinge mais facilmente as novas gerações que, em contextos socioculturais privados de certezas, de valores e de sólidos pontos de referência, enfrentam dificuldades que são maiores do que as suas forças. Penso, queridos amigos, em tantos coetâneos vossos, feridos pela vida, condicionados por uma imaturidade pessoal que muitas vezes é consequência de um vazio familiar, de opções educativas permissivas e libertárias e de experiências negativas e traumáticas. Para alguns - e infelizmente não são poucos - a saída quase obrigatória é uma fuga alienante com comportamentos de risco e violentos, na dependência de drogas álcool, e muitas outras formas de mal-estar juvenil. Contudo, também em quem se vem a encontrar em condições difíceis por ter seguido conselhos de "maus mestres" não se apaga o desejo de amor verdadeiro e de autêntica felicidade."

Fonte: Livro Pensamentos para os Jovens Papa Emérito 

Bento XVI.

Deus os abençoe Juventude!
CAFN

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

SEIS DICAS PARA UM CASAMENTO FELIZ


Não há dúvidas de que a família está em crise. À luz da história, no entanto, é mais exato dizer que a família nasceu em crise. O plano primordial do Criador para o homem e a mulher - que vivessem o amor, como imagem do amor com que Deus os criou -, infelizmente, foi perturbado pelo pecado original. O Catecismo da Igreja Católica destaca que, “desde sempre, a união de ambos foi ameaçada pela discórdia, pelo espírito de dominação, pela infidelidade, pelo ciúme e por conflitos que podem chegar ao ódio e à ruptura” [1].
Mas, como é verdade que “Deus todo-poderoso (...), sendo soberanamente bom, nunca permitiria que qualquer mal existisse nas suas obras se não fosse suficientemente poderoso e bom para do próprio mal, fazer surgir o bem” [2], Ele mesmo enviou, na plenitude dos tempos, o seu Filho, para redimir não só o homem, mas também todas as suas relações, de que se sobressai a união entre o homem e a mulher. Elevando o matrimônio à dignidade de sacramento, Nosso Senhor fez da aliança conjugal um sinal de Seu amor pela Igreja e um meio para a santificação e o crescimento mútuo dos esposos.
Se o seu casamento começou do jeito certo, com a graça do sacramento e a bênção da Igreja, meio caminho já foi andado. Agora, é preciso conformar-se ao dom recebido e educar-se a partir da moral católica e da cartilha dos santos, para transformar a sua família em uma autêntica Igreja doméstica. Seguem, abaixo, algumas breves dicas para continuar bem o caminho ou, quem sabe, colocar o seu relacionamento no eixo. São palavras da sabedoria de dois mil anos da Igreja, que com certeza ajudarão na construção do seu lar.
    1. Ninguém pode saciar plenamente o seu coração
    A primeira advertência pode parecer desalentadora, mas é, sem dúvida, a mais importante de todas: ninguém - absolutamente ninguém - pode saciar o seu coração. Muitas pessoas hoje se casam para “serem felizes”, com a esperança de que os seus esposos e as suas esposas as completem e montem para elas um “pequeno paraíso” nesta terra. Após um tempo, quando elas caem em si e percebem que o paraíso prometido não veio - e nem virá -, bate o desespero e a desilusão: afinal, o que deu errado?
    O casal que entra nessa crise deve entender que nenhuma criatura pode saciar a sede de infinito do homem. Este só se realiza plenamente quando encontra o único Outro que o transcende: Deus.
    “Fizestes-nos para Vós, Senhor, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Vós” [3], reza Santo Agostinho. Mais do que ser companheiro para uma pessoa do sexo oposto, o ser humano foi “constituído à altura de ‘companheiro do Absoluto’” [4], como ensinou São João Paulo II.Mais do que um pacto matrimonial, o homem foi feito para uma aliança eterna com Deus.
      2. Homens e mulheres são real e profundamente diferentes
      Nenhuma ideologia pode obscurecer este fato inscrito na natureza humana: homens e mulheres são real e profundamente diferentes.
      Para explicar a diferença entre os sexos, o escritor norte-americano John Gray chegou a colocar homens e mulheres em planetas diferentes. Em seu famoso best-seller “Os Homens São de Marte, as Mulheres São de Vênus”, ele conta que “marcianos” e “venusianas” viveram por muito tempo em paz, até que “os efeitos da atmosfera da Terra assumiram o controle, e certa manhã todos acordaram com (...) amnésia” [5]: tinham esquecido que vieram de planetas diferentes e, por isso, passaram a viver constantemente em conflito.
      Pela história da Criação, nós sabemos que Deus criou o homem e a mulher no mesmo planeta, mas com as suas diferenças, e que a “amnésia” que iniciou o referido conflito nada mais é do que o pecado original, que “teve como primeira consequência a ruptura da comunhão original do homem e da mulher” [6].
      Não se pode, porém, restaurar a harmonia entre o casal negando as diferenças evidentes entre os sexos, como em uma atitude de rebeldia contra o Criador. Mais do que uma história dos contos de fadas, o cavaleiro que, com sua armadura reluzente, mata o dragão e liberta a princesa do alto do castelo, é uma bela imagem de como o homem, por exemplo, é chamado à bravura. Na vida ordinária, isso significa enfrentar o mundo, trabalhando e provendo o sustento da casa e a segurança da família.
      Para a mulher, a figura de mãe não é menos heróica. Significa a doação de amor para que os seus filhos vivam e recebam uma boa educação. Infelizmente, o feminismo tem introjetado na cabeça das mulheres que ser mãe é uma desgraça e que elas só serão felizes quando forem “iguais” aos homens. A realidade, porém, é que, após o tão sonhado “empoderamento” das mulheres, estas não encontraram a felicidade, mas tão somente a desilusão e a frustração de uma vida reduzida ao serviço do mercado e do próprio egoísmo. Como disse G. K. Chesterton, “o feminismo trouxe a ideia confusa de que as mulheres são livres quando servem aos seus empregadores, mas são escravas quando ajudam os seus maridos” [7].
        3. Ame o seu cônjuge como Cristo amou a Igreja
        Em sua Carta aos Efésios, São Paulo exorta os maridos a amarem as suas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela [8]. Com isso, demonstra que o amor não é um “sentimentalismo barato”, baseado no fundamento instável das emoções, mas uma determinação viril, baseada na rocha sólida da vontade. O pacto matrimonial é uma aliança de sangue, pela qual os esposos dizem um para o outro: “Eu derramo o meu sangue, mas não desisto de você”. Não sem razão o autor do Cântico dos Cânticos canta que “o amor é forte como a morte” [9].
        De fato, o próprio Deus, no ato mais extremo de amor, morreu pelos nossos pecados. Seguindo o seu modelo, todo casal que sobe ao altar deve pensar que está subindo o Calvário, a fim de oferecer a Deus o sacrifício de si mesmo, pela salvação do outro. Para o bem da pessoa amada, na verdade, tanto o homem quanto a mulher devem fazer o que for preciso, mesmo que a isso custe fazer o que não se quer. Muitas contendas entre os casais começam justamente porque um não é capaz de “dar o braço a torcer” em favor do outro. Sacrificam-se, então, a paz e a harmonia entre os dois, para satisfazer as próprias veleidades, ao invés de se sacrificar a própria vontade em favor do outro.
        Também para o casamento vale o chamado de Nosso Senhor: “Quem alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me” [10].
          4. Deus deve ser o centro de suas vidas e de seus dias
          Não adianta morrer um pelo outro se, primeiro, não se ama a Deus. Por isso, Ele deve ser o centro de suas vidas e de seus dias.
          Para amar alguém, primeiro, é preciso conhecê-lo. O que se diria de um casal de noivos que, estando prestes a se casar, não soubessem nada um do outro e não fizessem o mínimo esforço para se conhecerem? Com razão se poderia chamá-los de loucos, pois querem permanecer unidos até o fim da vida a quem nem mesmo conhecem. Ora, se para o casamento terreno, que finda com a morte, é preciso preparar-se com cuidado e empenho, quanto mais para o encontro com Deus, a quem estaremos unidos não por um dia ou uma vida, mas por toda a eternidade!
          Por isso, é importante estudar as verdades de nossa fé, contidas principalmente no Catecismo da Igreja Católica e nos Evangelhos, sem jamais descuidar da oração, pela qual o próprio Deus Se revela e Se comunica a nós.
          Uma vez conhecido o grande amor com que Deus nos amou, então, é preciso que o casal O ame de volta, mudando toda a sua rotina e a sua vida para colocá-Lo no primeiro lugar de tudo. Se de manhã se acordava correndo para ir ao trabalho, urge levantar um pouco mais cedo, para oferecer a Deus o que dia que começa - e, quem sabe, até participar da Santa Missa. Se à noite a família se reunia para assistir à TV e acabava vendo programas que não prestam - como são as novelas -, por que não começar a rezar o Santo Terço em família? Se o domingo tem sido tão somente o “feriado”, com passeios e viagens, está na hora de transformá-lo realmente em “dia do Senhor”, levando toda a família para um encontro com a melhor de todas as famílias, que é a Igreja.
          Lembrem-se sempre que a sua aliança matrimonial é, antes de tudo, um compromisso com Deus. Dois sozinhos não são capazes de levar adiante um casamento; ao contrário, “a corda tripla não se arrebenta facilmente” [11].
            5. O sexo não é um parque de diversões
            A Igreja, ao mesmo tempo em que valoriza a sexualidade como um dom precioso do Criador, reconhece que “a sexualidade é fonte de alegria e prazer”. Com isso, ela não pretende dar aos seus filhos uma autorização para que, depois de casados, façam o que bem entenderem um com o outro, mas que vivam o sexo de forma equilibrada, mantendo-se, na expressão do Papa Pio XII, “dentro dos limites duma justa moderação” [12].
            Infelizmente, em nosso mundo supersexualizado, o que deveria ser uma expressão de amor tem degenerado na busca do próprio egoísmo. É muito comum, por exemplo, que, saturados por múltiplas experiências com pornografia e masturbação, os homens queiram trazer o chiqueiro do mundo para o seu leito conjugal, transformando a mulher em um objeto de satisfação sexual, ao invés de amá-la e respeitá-la como pessoa e companheira. Por outro lado, as mulheres, em troca de compensação afetiva, acabam aceitando ser transformadas em “coisas” e usadas como objetos. Ao fim, o que deveria ser uma “aliança de amor” acaba se tornando um “consórcio de egoísmos”.
            Para consertar as coisas, é preciso desmascarar a ideia, que alcançou sucesso com a Revolução Sexual, de que o sexo seria como um parque de diversões, o qual se buscaria tão somente para o prazer próprio e para a satisfação dos próprios caprichos. Isso não é o sexo, mas a sua perversão. A relação sexual foi concebida por Deus para unir os esposos, mas também para gerar vidas. Por isso, sexo significa, antes de qualquer coisa, família.
            De fato, na família, todos vivem - ou deveriam viver - como em uma “ilha de paz”: a menina, por exemplo, pode andar tranquilamente por sua casa, consciente de que não será cobiçada por seu pai ou por seus irmãos. Para afastar do pensamento o adultério do coração [13], de que fala Nosso Senhor, seria sadio que os homens olhassem para as mulheres como se fossem suas “irmãs”, e vice-versa. Afinal, é nesse estado que todos os seres humanos se encontram, desde que nasceram, e que se encontrarão principalmente no fim de suas vidas, quando estiverem face a face com Deus.
            Quando seu cônjuge envelhecer, por exemplo, vão-se embora com o tempo não só o vigor da juventude, como também os atrativos físicos do outro. Se seu relacionamento está baseado só no sexo, essa é uma péssima notícia. Se desde o começo, no entanto, você foi treinado para amar - e como diz o Apóstolo, “o amor tudo suporta” [14]-, você chegará à velhice feliz por ter sido casto e fiel.
              6. Estejam sempre abertos ao dom dos filhos
              Esta dica é indissociável da anterior: estejam sempre abertos ao dom dos filhos. Quando um casal deliberadamente se fecha à transmissão da vida, inicia um círculo de egoísmo e morte que destrói pouco a pouco a si mesmo.
              Para entender a imperiosidade deste ensinamento, basta olhar para a natureza do ato sexual, que foi concebido pelo Criador tanto para unir os esposos quanto para torná-los participantes de Seu poder criador, na geração dos filhos. Se separar essas duas dimensões fora do matrimônio significa falta de compromisso, separá-las dentro do próprio casamento não deixa de ser uma manifestação “mais refinada”, por assim dizer, de egoísmo e falta de amor. Por isso a Igreja condena os métodos contraceptivos, que vão contra a própria verdade do sexo. Como ensina São João Paulo II, “o ato conjugal destituído da sua verdade interior, porque privado artificialmente da sua capacidade procriadora, deixa também de ser ato de amor” [15].
              Todo casal deveria perguntar com sinceridade se a sua decisão de evitar filhos não vem mais de uma atitude de egoísmo por parte dos dois do que de uma razão realmente grave e justa.E, para quem argumenta que “filho dá despesa”, o Catecismo da Igreja Católica responde dizendo que “o filho não é uma dívida, é uma dádiva” [16]. Basta lançar um olhar às numerosas famílias de alguns anos atrás, que, embora não vivessem imersas em luxo, eram muito mais felizes que as minúsculas e egoístas famílias de hoje.
              O salmista diz que “os filhos são a bênção do Senhor” [17]. Mesmo que a sociedade de hoje os veja como uma maldição, as palavras do Espírito Santo permanecem. Continua valendo a pena esperar de Deus o número de filhos que Ele quiser, ao invés de reduzirmos o número de crianças à medida do nosso comodismo.
              As dicas acima pretendem ser alguns curtos conselhos. Mas, não custa nada lembrar, de novo, que a plena felicidade o ser humano só alcançará no Céu, quando celebrar o matrimônio com o único e verdadeiro Esposo de nossas almas: o próprio Deus.
              Por Equipe Christo Nihil Praeponere

              Deus os abençoe

              CAFN - Comunidade de Aliança Família de Nazaré

              sexta-feira, 26 de setembro de 2014

              Pensamento para os Jovens

              Tempo de Esperança

              "Em particular, a juventude é tempo de esperanças, porque olha para o futuro com várias expectativas. Quando se é jovem alimenta-se ideias, sonhos e projetos; a juventude é o tempo no qual amadurecem opções decisivas para o resto da vida."

              Fonte: Livro Pensamentos para os Jovens Papa Emérito 

              Bento XVI.

              Deus os abençoe Juventude!
              CAFN

              quarta-feira, 17 de setembro de 2014

              QUATRO CONSELHOS DOS SANTOS PARA A EDUCAÇÃO DOS SEUS FILHOS


              Vão aqui quatro preciosos conselhos dos santos para a educação dos seus filhos. Nem todas são exortações muito agradáveis aos ouvidos, mas, com certeza todas serão de grande valor para a sua família.

              “Como poderão os filhos ser bons, se os pais não prestam? Só por milagre”. Com essa frase, Santo Afonso de Ligório resume a grave responsabilidade dos pais na formação da consciência de seus filhos. Como ensinou Nosso Senhor, pelos seus frutos os conhecereis. São muitíssimos os nomes de santos que tiveram pais ou mães igualmente virtuosos: Santo Agostinho e Santa Mônica, São Gregório Magno e Santa Sílvia, Santa Catarina da Suécia e Santa Brígida… e a lista se estende. São verdadeiramente almas gigantes, que só puderam se elevar porque receberam uma educação exemplar de seus pais.
              Vão aqui quatro conselhos dos santos para você educar os seus filhos. Nem todas são exortações muito agradáveis aos ouvidos, mas, com certeza todas serão de grande valor para a sua família.
              1. Ser obediente a Deus
               Se queremos saber mandar, temos primeiro de saber obedecer, procurando impor-nos mais com o amor do que com o temor.” (São João Bosco[1])
              Antes de impor a autoridade sobre os filhos, é preciso lembrar que há uma autoridade à qual todos os homens devem obedecer. Tanto maior será o respeito dos filhos por seus pais, quanto maior for o respeito destes ao Pai dos céus. O filho que vê o pai trabalhando, tratando com respeito a sua mulher, cuidando das necessidades da casa e rezando - em suma, cumprindo o seu dever de cristão e pai de família -, não só será dócil às suas instruções, como seguirá o seu exemplo, ao crescer. Portanto, em primeiro lugar, o Reino de Deus, isto é, o cumprimento da Palavra. As outras coisas virão por acréscimo.
              2. Corrigir por amor, não por ira
               Tome-se como regra nunca pôr as mãos num filho enquanto dura a ira ou cólera; espere-se até que se tenha aquietado por completo.” (Santo Afonso de Ligório[2])
              “Quando, porém, se tornarem necessárias medidas repressivas, e consequentemente a mudança de sistema, uma vez que certas índoles só com o rigor se podem dominar, cumpre fazê-lo de tal maneira que não apareça o mínimo sinal de paixão.” (São João Bosco[3])
              Os conselhos de Santo Afonso e São João Bosco são o mesmo conselho do Autor Sagrado: “Vós, pais, não provoqueis revolta nos vossos filhos” (Ef 6, 4). Se é verdade que, como adverte o Livro dos Provérbios, “quem poupa a vara, odeia seu filho” (13, 24), também é verdade que toda correção deve ser feita de modo racional e equilibrado, inspirada pelo amor, não pela ira. Caso contrário, também a criança aprende a irar-se, sem que mude de comportamento. Aqui, é importante evitar não só as agressões físicas, mas também os gritos e as palavras exasperadas, que mais servem para intimidar as pessoas que para melhorar o seu caráter.
              3. Dar bom exemplo
               Os pais estão igualmente obrigados a dar bom exemplo a seus filhos. Estes, principalmente quando pequenos, imitam tudo o que veem, com a agravante de seguirem mais facilmente ao mal, ao qual nos sentimos inclinados por natureza, que o bem, que contraria nossas inclinações perversas. Como poderão os filhos comportar-se irrepreensivelmente, se ouvirem seus pais blasfemar a miúdo, falar mal do próximo, injuriá-lo e desejar-lhe mal, prometer vingar-se, conversar sobre coisas indecentes e defender máximas ímpias, como estas: Deus não é tão severo como dizem os Padres; ele é indulgente com certos pecados, etc.? O que se tornará a filha que ouve sua mãe dizer: É preciso deixar-se ver no mundo e não se enclausurar como uma freira em casa? Que bem se pode esperar dos filhos que veem o pai o dia inteiro sentado na taberna e, depois, chegar bêbado a casa, ou então visitar casas suspeitas, confessando-se uma só vez no ano ou só muito raramente? S. Tomás diz que tais pais, de certo modo, obrigam seus filhos a pecar.” (Santo Afonso de Ligório[4])
              As palavras de Santo Afonso são suficientemente claras. Aqueles que dão mau exemplo de vida, “de certo modo, os obrigam seus filhos a pecar”. Se essa sentença é verdade para o mal, também o é para o bem. Pais que vivem uma vida de oração e virtudes excitarão o coração de seus filhos para o serviço de Deus e das almas. O casal de beatos Luís Martin e Zélia Guérin educou tão bem suas cinco filhas, que todas elas se tornaram religiosas, entre elas Santa Teresinha do Menino Jesus, que é doutora da Igreja.
              O pai que, lendo essas linhas, lamentou não ter dado uma boa educação a seus filhos - pois não tinha conhecido Nosso Senhor quando começou a sua família - deve, antes, louvar a Deus pelo conhecimento que agora tem e ainda pode dar a seus filhos, por meio de conselhos. É preciso, agora, buscar a conversão da própria família, sobretudo com uma vida de muita oração e penitência, evitando inquietações e escrúpulos desnecessários, afinal, Deus não nos pede conta daquilo que ignoramos. Uma vez conscientes da Sua vontade, todavia, é importante trabalhar com temor e tremor na própria salvação e na dos outros, sabendo que a quem muito foi dado, muito será cobrado.
              4. Agir com prudência e vigilância
              “Os pais são os culpados, pois quando se trata de seus cavalos, eles mandam aos cavalariços que cuidem bem deles, e não deixam que cresçam sem serem domados, e desde cedo põem neles freio e outros arreios. Mas quando se trata de seus filhos jovens, deixam-nos soltos por todas as partes durante muito tempo, e assim perdem a castidade, se mancham com desonestidades e jogos, e desperdiçam o tempo com espetáculos imorais. (...)Cuidamos mais de nossos asnos e de nossos cavalos, do que de nossos filhos. O que possui uma mula, se preocupa em encontrar um bom cuidador, que não seja nem rude, nem desonesto, nem ébrio, mas um homem que conheça bem o seu ofício. Todavia, quando se trata de procurar um professor para a alma da criança, contratamos o primeiro que aparece. E, no entanto, não há arte superior a esta. O que é comparável à arte de formar uma alma, de plasmar a inteligência e o espírito de um jovem? Quem professa esta ciência deve proceder com mais cuidado que um pintor ou um escultor ao realizar sua obra.” (São João Crisóstomo[5])
              São João Crisóstomo viveu no século IV, mas esse conselho é válido sobretudo para os nossos tempos, em que as crianças são entregues a um sistema educacional corrompido, muitas vezes com a displicência dos pais, que querem passar toda a sua responsabilidade de educá-las para o Estado.
              “Quando se trata de procurar um professor para a alma da criança, contratamos o primeiro que aparece”. Essa sentença convida todos os pais a um exame de consciência: como me relaciono com a escola dos meus filhos? Sei ou procuro saber o que os professores estão passando para eles, quais livros estão sendo usados para a sua instrução e como é o ambiente em que convivem? Em casa, deixo os meus filhos jovens “soltos por todas as partes”, deixando que façam o que querem, sem freios e sem disciplina? Converso com eles com frequência, agindo verdadeiramente como pai? O exame deve incluir, evidentemente, o propósito de agir com mais pulso e cuidado na orientação da prole.
              É preciso empregar muita diligência nesses exames, pois, como diz Santa Teresinha do Menino Jesus, as crianças “são como uma cera mole sobre a qual se pode depositar tanto as impressões das virtudes como do mal”, e os primeiros responsáveis por moldar essas pequenas almas são justamente os pais. A santa religiosa de Lisieux exclamava: “Ah! quantas almas chegariam à santidade se fossem bem dirigidas!...”[6]
              Lembremo-nos sempre que Deus pedirá conta daquilo que fizemos com as almas de nossos filhos e peçamos a Sua graça para imitarmos a Sagrada Família de Nazaré, na qual Nosso Senhor cresceu, rodeado de carinho, atenção e amor.
              Deus os abençoe!
              CAFN

              sexta-feira, 12 de setembro de 2014

              Pensamento para os Jovens

              Desejo infinito

              "Faz parte do ser jovem desejar algo mais do que a vida quotidiana regular de um emprego seguro e sentir o anseio pelo que é realmente grande. Trata-se-á apenas de um sonho vazio que se esvanece quando nos tornamos adultos? Não, o homem é verdadeiramente criado para aquilo que é grande, para o infinito. Qualquer outra coisa é insuficiente.

              Fonte: Livro Pensamentos para os Jovens Papa Emérito 

              Bento XVI.

              Deus os abençoe Juventude!
              CAFN

              segunda-feira, 1 de setembro de 2014

              OS FRUTOS DE UMA FAMÍLIA QUE REZA

              De início, quero agradecer os pais que o Senhor me deu. Cristãos praticantes, eles souberam semear nos corações de seus seis filhos o amor pela oração. Éramos uma família feliz, pois nossa família feliz, pois nossa família vivia de oração. Recebi de Deus um grande dom: "uma família que reza"!
              Como missionária, atendo e dou aconselhamento aos mais diversos tipos de casais. Os casais cristãos, que vivem uma profunda vida cristã, têm filhos igualmente cristãos, sejam crianças ou jovens. Que alegria sinto quando estes casais falam de sua vida de oração e de seu modo de educar, na fé, seus filhos. Quando estes casais chegam para o aconselhamento, sinto paz, alegria, amor de Deus. Mas, quando recebo casais ou um dos cônjuges com problemas, ressalta logo a frieza e a mediocridade de sua vida de oração. Após atender os pais, atendo igualmente os filhos, todos com problemas, reflexo da atitude de seus pais.
              A oração em família é insubstituível. É muito importante que rezem juntos à noite, ao menos uma dezena do Terço. Que rezem com os filhos na hora de uma doença, de uma prova escolar, enfim, que rezem no dia a dia familiar.
              A primeira Igreja é a família. É a Igreja doméstica.
              A caridade bem ordenada começa em casa. De nada adianta exercer atividades apostólicas fora do lar se os filhos ficam no esquecimento. O resultado disto é nefasto. Conheço tristes testemunhos a respeito disso.
              Pela oração, Jesus se torna, cada vez mais, o elo de união entre os esposos, facilita o perdão e a aceitação mútua. O mesmo se pode dizer em relação aos filhos.
              Que o Senhor acolha nossa prece e opere, pela intercessão de José e Maria, uma profunda transformação nos casais de hoje, despertando-os para uma vida "banhada" de oração.
              Lembrem-se sempre, queridos pais: seu maior patrimônios são seus filhos e é deles que vocês irão prestar contas a Deus!

              Fonte: Ir. Maria Nellie Guimarães, MJC - Revista Brasil (Associação do Senhor Jesus)

              Deus os Abençoe!
              CAFN

              sexta-feira, 29 de agosto de 2014

              Pensamento para os Jovens

              Maiores aspirações

              "Em todas as épocas, e também nos nossos dias, numerosos jovens sentem o desejo profundo de que as relações entre as pessoas sejam vividas na verdade e na solidariedade. Muitos manifestam a aspiração a construir relacionamentos de amizade autêntica, a conhecer o verdadeiro amor, a fundar uma família unida, a alcançar uma estabilidade pessoal e uma segurança real que possam garantir um futuro sereno e feliz. Certamente, recordando a minha juventude, sei que a estabilidade e a segurança não são as questões que ocupam mais a mente dos jovens. Sim, a procura de um posto de trabalho e, com ele, de uma certeza é um problema grande e urgente, mas, ao mesmo tempo, a juventude permanece contudo a idade na qual se está à procura da vida maior."

              Fonte: Livro Pensamentos para os Jovens Papa Emérito 

              Bento XVI.

              Deus os abençoe Juventude!
              CAFN

              sexta-feira, 15 de agosto de 2014

              Pensamento para os Jovens

              A descoberta do Projeto de Vida

              Riqueza

              "A juventude afigura-se como uma riqueza porque leva à descoberta da vida como um dom e como uma tarefa."

              Fonte: Livro Pensamentos para os Jovens Papa Emérito 

              Bento XVI.

              Deus os abençoe Juventude!
              CAFN

              domingo, 3 de agosto de 2014

              AS TRÊS DESORDENS DO PECADO

              O livro do Gênesis diz que “Deus criou o ser humano à sua imagem” [1]. Antes disso, o pecado já existia, não por natureza, mas pela má vontade dos anjos decaídos, os demônios. Foram eles quem, por inveja, se aproximaram do primeiro homem para tentá-lo. Até então, Deus o havia colocado em um jardim de benesses [2], com múltiplas possibilidades de árvores e animais para comer e inúmeras coisas para fazer, tendo proibido apenas uma coisa: “Podes comer de todas as árvores do jardim. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não deves comer, porque, no dia em que dele comeres, com certeza morrerás” [3].
              Por medo da morte e pelo aviso divino, Adão e Eva não tinham comido da árvore, até que o demônio lhes tentou, invertendo o apelo de Deus e transformando em atrativo aquilo que era proibido: “De modo algum morrereis. Pelo contrário, Deus sabe que, no dia em que comerdes da árvore, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal” [4]. Seduzidos pelo maligno, os primeiros pais pecaram e a desordem entrou na humanidade.
              Para este curso de Terapia das Doenças Espirituais, o relato do livro do Gênesis sublinha um fato de notável importância: quando a serpente apresentou o fruto da árvore à mulher, ela “viu que seria bom comer da árvore, pois era atraente para os olhos e desejável para obter conhecimento” [5]. Estas três realidades – “comer”, “atraente para os olhos” e “desejável para obter conhecimento” – perpassam toda a história da humanidade: representam a tendência do homem para o prazer, para possuir as coisas e para o poder, essa última entendida como uma espécie de astúcia operativa.
              São João entendeu bem isso, quando escreveu que “tudo o que há no mundo – a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a ostentação da riqueza [a soberba da vida] – não vem do Pai, mas do mundo” [6]. E o próprio Senhor, no deserto, foi tentado pelo demônio com essas três matérias [7]. Primeiro, Satanás propôs a Ele que transformasse pedras em pão, a fim de comer. Depois, “mostrou-lhe, num relance, todos os reinos da terra” e prometeu dar-Lhe tudo aquilo, se Se prostrasse diante dele. Por fim, tentou Jesus a fazer uma demonstração de poder: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo”. Nosso Senhor venceu as três tentações, mostrando ao homem que é possível, com a Sua graça, vencer a carne, decaída pelo pecado original.
              Mas, que são essas três coisas que com razão se podem chamar de “raízes” do pecado? Tratam-se de três libidos ( libidines, em latim). As duas primeiras são chamadas por São João de “ἐπιθυμία” (lê-se: epithumía) – assim, há a “ἐπιθυμία τῆς σαρκὸς”, que é a concupiscência da carne, e a “ἐπιθυμία τῶν ὀφθαλμῶν”, que é a dos olhos –, pois estão radicadas na potência concupiscível do homem. A terceira, por sua vez, está na potência irascível: é a “ἀλαζονεία τοῦ βίου”, a soberba da vida.
              A primeira, a libido amandi, é o apetite desordenado que “tem por objeto tudo o que pode fisicamente sustentar o corpo seja para a conservação do indivíduo, alimento, bebida etc., seja para a conservação da espécie, as coisas venéreas” [8]. O objeto dessa concupiscência é tanto a gula quanto o sexo desordenado, que é o vício da luxúria. É curioso que, na mesma época em que se vê o fenômeno da anorexia, de meninas que morrem de fome porque não querem comer, percebe-se uma humanidade que busca o prazer venéreo, mas não quer assumir a responsabilidade dos filhos. As pessoas querem comer, mas não querem engordar; querem fazer sexo, mas não querem estar abertas à vida.
              A segunda, a libido possidendi, “é concupiscência animal, e tem por objeto as coisas que não se apresentam para a sustentação e o prazer da carne, mas que agradam à imaginação [delectabilia secundum apprehensionem imaginationis] ou a uma percepção semelhante, por exemplo, o dinheiro, o ornato das vestes, e outras coisas deste gênero. É esta espécie de concupiscência que se chama de concupiscência dos olhos” [9].
              A terceira é a libido dominandi. É a soberba fundamental de querer ser igual a Deus, como fez Satanás. Enraizada no irascível, essa libido deseja o bem enquanto algo árduo: “Quanto ao apetite desordenado do bem difícil, pertence à soberba da vida, sendo que a soberba é o apetite desordenado da excelência [appetitus inordinatus excellentiae]” [10].
              É para combater essas três causas do pecado que se praticam as três obras quaresmais: o jejum, a esmola e a oração; e também os três votos evangélicos: a castidade, a pobreza e a obediência. Também aqui se identificam os nossos relacionamentos com o outro, com as coisas e conosco mesmos. Se abusamos de outra pessoa, usando-a como objeto para obter prazer, estamos cedendo à concupiscência da carne; se idolatramos as coisas, pensando estar nelas a nossa felicidade, cedemos à concupiscência dos olhos; e se fazemos de nós mesmos deus, estamos na soberba da vida.
              Deus criou o homem para que ele participasse de Sua divindade, mas ele deveria sê-lo pela graça, não por suas próprias forças. Quando Eva “se apega ciosamente ao ser igual a Deus”, ela rouba, com “ἁρπαγμὸς” (lê-se: harpagmós): as suas mãos se fecham para pegar para si. As mãos de Cristo são o contrário das mãos de Eva: elas se abrem para dar. Enquanto Eva quis, Cristo tudo entregou. Enquanto as mãos de Eva se voltam ao lenho para pegar, as de Cristo se deixam pregar ao lenho da Cruz para dar. Da primeira árvore nos vêm a desgraça e a morte; da segunda, a graça e a vida, a nossa salvação.
              Para maiores detalhes acesse o link para o vídeo Assista o Vídeo clicando aqui
              Fonte: Blog Pe. Paulo Ricardo BLOG Pe. Paulo Ricardo
              Deus os abençoe!
              CAFN