quarta-feira, 10 de junho de 2015

CRISTOFOBIA OU LAICIDADE POSITIVA?

A expressão “cristofobia” foi introduzida para significar a intolerância, a discriminação e a perseguição contra os cristãos
Como se já não fossem suficientes as inúmeras fobias surgidas através dos séculos, das quais a mais famosa, pelo menos ultimamente, parece ser a homofobia–, eis que agora avança pelo mundo mais uma: a cristofobia. Trata-se de uma enfermidade muito mais comum do que se possa pensar. É a aversão ou ojeriza a tudo o que é cristão. Em poucas palavras, todos têm direito à palavra e à cidadania, menos os que aderem ao cristianismo.
Ao participar de um congresso de líderes católicos em Rimini, na Itália, Dom Dominique Mamberti, Secretário do Vaticano para as Relações com os Estados, referiu-se à perseguição sofrida pelos cristãos: «A discriminação e a intolerância com os cristãos devem ser enfrentadas com a mesma determinação com que se combatem o antissemitismo e a islamofobia».
A intervenção do prelado não era dirigida apenas às frequentes ondas de violência anticristã que se sucedem na Índia e em alguns países comunistas e muçulmanos, mas principalmente ao clima de hostilidade que se verifica em inúmeros ambientes sociais e culturais, nos quais a religião é ridicularizada ou relegada à sacristia, como algo indigno de seres humanos que se prezam.
A expressão “cristofobia” foi introduzida pela primeira vez em 2003, durante a 58ª Assembleia Geral da ONU, para significar a intolerância, a discriminação e a perseguição difundidas em toda a parte contra os cristãos; até mesmo por professores e educadores que apresentam uma história do cristianismo cheia de preconceitos. Ao mesmo tempo em que lembram e lamentam as vítimas da Inquisição, das Cruzadas, do Nazismo, do Comunismo e de outros genocídios perpetrados no passado, aceita-se e promove-se, em pleno século XXI, um anticristianismo excludente em nome da liberdade de opinião e de imprensa.
A Índia é um dos exemplos mais recentes desse anticristianismo. No Estado de Orissa, um dos mais pobres do país, os cristãos estão sendo exterminados às centenas por causa de sua fé. Um dos novos santos que esse genocídio oferece ao mundo é Rajani Majhi, uma jovem de 20 anos, queimada viva por fanáticos hindus, que não aceitavam sua atividade a serviço de crianças párias, a casta dos intocáveis, num orfanato católico.
Para quem endeusa o racionalismo, não lhe sobra nenhum outro caminho para percorrer senão o secularismo e o laicismo, dois corifeus da liberdade de pensamento e de opinião, contanto que seja para si próprio, e não para quem pensa diferente, sobretudo se for cristão! A prova mais cabal foi o que aconteceu com o Papa Bento XVI, impedido por um grupo de professores e alunos ateus de pronunciar sua conferência numa universidade romana, no dia 17 de janeiro de 2008.
Mas já que há males que vêm para o bem, o fato levou pensadores a rever os conceitos de secularismo e laicismo, como demonstram alguns de seus expoentes mais representativos. Um deles, Fabio Mussi, Ministro do Governo Italiano, assim se expressou: «Não sou crente nem pertenço à Igreja Católica, mas não compreendo por que o Papa Bento XVI não pôde pronunciar pessoalmente o discurso que enviou por escrito à Universidade. É um texto que merece ser ouvido e discutido. A Universidade é laica, isto é, livre, tolerante e aberta. Se existe um espaço no qual a regra é à palavra, a palavra de todos, esse espaço é a Universidade».
Jorge Israel, professor na mesma universidade que recusou a visita pontifícia, lembra que os autores do repúdio ao Papa «nunca disseram uma palavra contra o fundamentalismo islâmico ou contra quem nega o holocausto judaico. O que aconteceu foi apenas uma manifestação de uma cultura secularista, a qual, por não ter argumentos, cria demônios e monstros. A ameaça ao Sumo Pontífice foi uma tragédia do ponto de vista cultural e cívico».
A eles se junta a voz de Nicolas Sarkozy, uma autoridade no assunto. Ao receber em Paris o Papa Bento XVI, no dia 12 de setembro de 2008, falou de uma “laicidade positiva”, como sendo o caminho por excelência para uma convivência adulta e pacífica entre os povos: «As religiões, sobretudo a cristã, com a qual compartilhamos uma longa história, são patrimônios da reflexão e do pensamento, não só sobre Deus, mas também sobre o homem, a sociedade e a natureza. Seria uma loucura privar-nos das religiões, uma falta contra a cultura e o pensamento. É por isso que falo de uma laicidade positiva. Ela oferece às nossas consciências a possibilidade de chegar a um intercâmbio, muito além das crenças e ritos, sobre o sentido que queremos dar às nossas existências. A laicidade positiva, a laicidade aberta, é um convite ao diálogo, à tolerância e ao respeito. É uma oportunidade, um estímulo, uma dimensão suplementar ao debate público. É um alento para as religiões e para todas as correntes de pensamento».

Autor: Dom Redovino Rizzardo – Bispo de Dourados (MS)


Deus os abençoe!
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sábado, 6 de junho de 2015

A IDEOLOGIA DE GÊNERO NOS PLANOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO

O perigo está mais próximo do que você imagina. O plano para introduzir a Ideologia de Gênero nas escolas saiu do Congresso Nacional e está nas Câmaras Municipais de todo o país, bem perto da sua casa. Afinal, o que está acontecendo? Como agir diante dessa nova ameaça à família brasileira? Entenda já os riscos e saiba o que fazer.

Acesso o Blog do Pe. Paulo Ricardo e assista esta matéria.
Assista a Matéria do Pe. Paulo Ricardo

Abraço fiquem com Deus!
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

SANTO SUDÁRIO DE OVIEDO E SANTO SUDÁRIO DE TURIM


O site da Gaudim Press publicou hoje, 12 de fevereiro de 2015, uma notícia importantíssima sobre os Sudários que envolveram o corpo de Jesus Cristo, o de Turim (que envolveu todo o corpo de Cristo) e o de Oviedo na Espanha (que envolveu apenas a cabeça).
O Sudário de Oviedo é um dos maiores tesouros da Igreja na Espanha. Segundo a tradição, neste pano ficou gravado um rosto masculino com marcas correspondentes àquelas registradas no relato da Paixão de Jesus Cristo, é a mesma que envolveu a cabeça de Jesus de acordo com a tradição da época, e narrado por São João em seu Evangelho: “Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém com os panos, mas enrolado num lugar a parte” (Jo 20,7).
A Universidade Católica de Múrcia, Espanha, (UCAM) encontrou indícios físicos da veracidade desta origem comum das duas relíquias ao fazer uma análise com um microscópio de exploração eletrônica. Para os investigadores, as duas peças da tela estiveram juntas em algum momento.
Os especialistas encontraram um grão de pólen de uma planta, a Helichrysum Sp., que se identificou também no Santo Sudário de Turim e que está aderido a uma das manchas de sangue da tela, de forma que não se trata de uma contaminação posterior mas que “chegou à relíquia do mesmo modo que o sangue, não de forma aleatória em algum momento ao longo de sua história”, segundo informou a Universidade. “Este dado é muito importante, pois permite demonstrar a autenticidade do Sudário de Oviedo, e desmentir que se trate de uma falsificação”. O sangue da relíquia conservada na Espanha é de tipo AB, o qual também concorda com o Santo Sudário de Turim.

As manchas de sangue de uma e outra tela encaixam “matematicamente”, por quanto se demonstra que cobriram o mesmo rosto.
“Esta investigação foi possível graças ao novo microscópio de exploração eletrônica de última geração com qual conta a UCAM”, declarou a Universidade ao anunciar a descoberta. De fato o Presidente da UCAM afirmou que a instituição adquiriu “o microscópio para oferecer este serviço”: o de fazer análise profunda do Sudário de Oviedo. Para Alfonso Sánchez Hermosilla, Chefe de Sessão de Histopatologia Forense do Instituto de Medicina Legal Múrcia, e diretor da Equipe de Investigação do Centro Espanhol de Sindonologia, a nova evidência é outra concordância de primeira ordem que se soma a uma crescente lista de descobertas que identificam as duas relíquias.
Sobre a espécie de planta cujo pólen se encontrou na relíquia a Universidade explicou que o “Helichrysum foi utilizado há milhares de anos, com fins cosméticos no Oriente Médio; além disso, eram usados nos funerais judeus durante o século I da era cristã, pelo qual não é de estranhar sua presença sobre restos hemáticos de um pano usado para a mortalha de um cadáver”.
O Dr. Avinoan Danin, professor emérito da Universidade Hebraica de Jerusalém, em seu livro “Flores e Plantas no Santo Sudário de Turim” (Editora Cléofas, 2015) já havia também comprovado isso.
Deus os Abençoe!
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

APRENDA A REZAR

Como fazer para rezar? Trata-se de uma dúvida comum. Os próprios discípulos de Nosso Senhor pediram que Ele lhes ensinasse como fazê-lo [1].
Importa, antes, ter em mente que crescer na vida de oração é crescer no amor. As pessoas, às vezes, acham que a oração consiste em não se sabe que espécie de elucubrações mentais ou intelectuais e acabam perdendo de foco o seu crescimento espiritual. Santa Teresa de Ávila diz, em seu livroCastelo Interior, que o que faz subir às moradas superiores é o amor: "Para aproveitar muito neste caminho e subir às moradas que desejamos, não está a coisa em pensar muito, senão em amar muito" [2].
A oração quer dizer, de acordo com a definição de São João Damasceno, a elevação da alma a Deus[3]. Para proceder à oração mental, também chamada de meditação, é possível cumprir o seguinte método, tradicionalmente recomendado pelos santos e místicos da Igreja.
Primeiro, é preciso preparar-se. A oração é um encontro entre o homem e Deus. Antes, porém, o próprio orante deve se encontrar consigo mesmo, apaziguando e acalmando os seus sentidos e as potências de sua alma. Para tanto, não são necessárias técnicas indianas ou transcedentais, mas tão somente alguns segundos, a fim de sair da agitação da rotina e tranquilizar-se. Depois, é importante colocar-se diante de Deus. Quando vão rezar, muitas pessoas começam a referir-se a Ele como a um terceiro e, ao invés de se encontrarem com Deus, acabam simplesmente por pensarem a Seu respeito. Ora, sem a presença sobrenatural, não há oração. Ao iniciar, pois, este encontro, o orante deve fazer um ato de fé na presença de Deus. Também se pode pedir à Virgem Maria ou ao anjo da guarda que o ajude neste momento de oração. O Opus Dei tem uma oração específica para antes das meditações:
"Meu Senhor e Meu Deus, creio firmemente que estás aqui, que me vês, que me ouves. Adoro-Te com profunda reverência. Peço-Te perdão dos meus pecados e graça para fazer com fruto este tempo de oração. Minha Mãe Imaculada, São José, meu Pai e Senhor, meu Anjo da Guarda, intercedei por mim." [4]
Depois disso, o homem, primeiro com a sua faculdade cognitiva – a inteligência –, depois com o seu apetite racional – a vontade –, eleva a sua alma a Deus, propriamente. Iluminado pela luz da merarazão natural, o ser humano enxerga mal as coisas, como que tendo a sua visão limitada pela escuridão da noite; assistido pela luz sobrenatural, ao contrário, ele pode ver as coisas como em pleno dia. Por isso, é preciso começar pedindo a Cristo que ilumine a própria inteligência para compreender o mistério do Seu amor e da Sua bondade. Então, o orante deve escolher um mistério da vida de Cristo para contemplar – a Sua paixão, por exemplo –, até que, "ruminando", por assim dizer, aquela verdade, o seu entendimento se ilumine e ele fique "alimentado" interiormente.
Depois de elevado o intelecto, importa elevar a Deus a própria vontade, da qual nascem, por exemplo, as paixões do amor e do ódio. Sim, na oração, é preciso amar e, ao mesmo tempo, odiar. Por exemplo, ao contemplar a paixão de Cristo, o orante deve tanto amar – com um ato de vontade, dizer: Senhor, Vós me amastes tanto, eu quero Vos amar de volta, entregar a minha vida – quanto odiar os seus pecados, que são a causa do sofrimento de Cristo – com um ato de contrição fervoroso, dizer: Eu detesto os meus pecados, que Vos mataram na Cruz, a minha miséria e ingratidão que Vos fez tanto mal. Estou cansado de não Vos amar. Eu quero Vos amar. Por isso, sento-me como um mendigo na soleira de Vossa porta: dai-me a graça de amar-Vos. A partir disso, então, ele pede a Deus as graças necessárias para amá-Lo, crescer nas virtudes etc.
Por fim, conclui-se a meditação com uma ação de graças e também alguns propósitos.
Quanto tempo se deve gastar nesta oração? O tempo que o orante dispuser para tanto. Santo Afonso Maria de Ligório recomenda aos iniciantes que não passem de meia hora neste exercício, para que não corram o risco de se enfadarem. É possível, no entanto, aumentar este tempo de meditação, à medida que a alma progride no amor. O melhor momento para fazê-la é depois da Sagrada Comunhão, quando Cristo, em Sua humanidade gloriosa, habita em si.
Quanto aos sentimentos, eles são apenas consequências corporais do que acontece na alma durante a oração. Não constituem, pois, a sua essência. Pode acontecer que, na meditação, a pessoa se emocione, sinta arrepios e queira chorar; essas coisas, todavia, nem sempre acontecem e não se deve ficar forçando a sua ocorrência, como se uma boa oração dependesse disso. Os dons carismáticos também não são necessários à oração; tratam-se de graças gratis datae, isto é, dadas de graça. Vêm, portanto, quando Deus quer.
Atente-se, por último, que o caminho e as recomendações aqui indicados não são específicos para determinado grupo ou determinado movimento; são para todos os católicos. À margem os sentimentos, a oração consiste essencialmente na elevação do coração humano a Deus, com a sua faculdade cognitiva e apetitiva, intelecto e vontade. Acolhamos, pois, o imperativo da divina liturgia: "Sursum corda – Corações ao alto!"
Fonte: BLOG PADRE PAULO RICARDO
Deus os Abençoe!
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

OS TRÊS PREGOS DA CRUZ

​O desapego das coisas puramente terrenas deveria ser uma meta para todo cristão decidido a agradar somente a Deus.

O sorriso de Madre Teresa de Calcutá, sempre presente em toda e qualquer circunstância de sua vida, mesmo durante aqueles períodos de "noite escura", dos quais a bem-aventurada se lembrava com angústia em suas cartas, ainda hoje é capaz de impressionar. Quem olha para a imagem da beata enxerga o rosto de uma pessoa que, deixando-se consumir totalmente pelo fogo divino, fez desta nossa peregrinação terrestre um ato contínuo de amor e entrega a Deus. Ou seja, encontrou a felicidade, completando na própria carne as dores que faltaram aos sofrimentos de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja (cf. Cl 1, 24).
Certamente, um modelo de vida semelhante pode causar, não obstante admirações, grandes perplexidades. Ainda mais em uma sociedade que já não sabe lidar com o sofrimento. Como é possível ser feliz na dor? A resposta a essa pergunta está na cruz. A alegria do homem é fazer a vontade de Deus. Contudo, por se tratar de algo nem sempre fácil — ao contrário, consiste muitas vezes em um verdadeiro martírio —, o cumprimento dessa vontade exige um desprendimento heroico acerca de todo e qualquer apego, seja material seja afetivo. O exemplo primordial de abnegação vem, sobretudo, de Cristo no Horto das Oliveiras. Suando sangue, o Senhor diz: "Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua" (Lc 22, 42).
Na vida de todos os santos se constata essa atitude do Jesus agonizante que, mesmo sofrendo, se regozija por cumprir o desejo do Pai. A confiança em Deus desperta no ser humano o dom do olhar sobrenatural, o qual ilumina o caminho para a verdadeira glória do céu. Como costumava dizer Santa Teresa d'Ávila, esta vida é como uma noite ruim, numa ruim pousada [1]. Nossa meta definitiva é, verdadeiramente, a eterna casa do Pai. Aqui, somos somente estrangeiros. Por isso São Paulo e Silas, dentro da prisão, mesmo diante da possibilidade da morte, cantavam um hino a Deus (cf. At 16, 25). Eles estavam convictos daquilo que Nossa Senhora também prometera em Lourdes a Santa Bernadette: "Não lhe prometo a felicidade neste mundo, somente no outro" [2].
Com efeito, o desapego das coisas puramente terrenas deveria ser uma meta para todo cristão decidido a agradar somente a Deus. "Quem me dera não estar atado senão por três pregos, nem ter outra sensação em minha carne que a Cruz" [3]. Era o que constantemente pedia São Josemaria Escrivá em suas meditações diárias. Neste propósito, o santo do cotidiano em nada menosprezava as obrigações e responsabilidades diárias do homem perante a sociedade. É fato que um verdadeiro cristão deve agir bem em todas os ambientes, transformando-os em ocasião de adoração perpétua a Deus. O que São Josemaria pedia era a graça de enxergar tudo como oportunidade de oblação ao Senhor, a sempre lembrar-se de que o fim de todas as nossas ações só pode ser um: o encontro com Jesus.
Foi este pensamento que encantou a então filósofa ateia Edith Stein, e a fez abandonar suas raízes judias para tomar o hábito das carmelitas. Ela compreendeu a ciência da cruz, por assim dizer, descobrindo o significado salvífico e redentor da paixão de Cristo. "O que nos salvará não serão as realizações humanas, mas a paixão do Cristo, na qual quero ter parte" [4]. Com estas palavras, a futura santa Teresa Benedita da Cruz renunciava ao seu prestigioso nome, à sua posição ao lado de um dos maiores filósofos modernos — Edmund Husserl —, aos seus bens materiais, a fim de alcançar a sétima morada, isto é, a plena conformação à vontade divina. A 2 de agosto de 1942, irmã Teresa cumpria seu desejo de tomar parte na paixão de Cristo, oferecendo-se em holocausto, durante o martírio no campo de concentração nazista, em Auschwitz.
Na homilia de sua canonização, o Papa João Paulo II assim descreveu o itinerário de conversão da santa [5]:
O amor de Cristo foi o fogo que ardeu a vida de Teresa Benedita da Cruz. Antes ainda de se dar conta, ela foi completamente arrebatada por ele. No início, o seu ideal foi a liberdade. Durante muito tempo, Edith Stein viveu a experiência da busca. A sua mente não se cansou de investigar e o seu coração de esperar. Percorreu o árduo caminho da filosofia com ardor apaixonado e no fim foi premiada: conquistou a verdade; antes, foi por ela conquistada. De facto, descobriu que a verdade tinha um nome: Jesus Cristo, e a partir daquele momento o Verbo encarnado foi tudo para ela. Olhando como Carmelita para este período da sua vida, escreveu a uma Beneditina: "Quem procura a verdade, consciente ou inconscientemente, procura a Deus".
A beleza do sorriso de Madre Teresa, o canto de Silas e São Paulo, a santificação no meio do mundo de São Josemaria Escrivá, o martírio de Santa Teresa Benedita da Cruz. Todas essas realidades, cuja eloquência do testemunho não nos deixa indiferentes, têm sua origem e fim no desprendimento das coisas da terra. Quem coloca seu coração em Deus transmite a luz de Cristo em sua face e atrai os outros para o céu — "Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim", escreve São Paulo aos Gálatas (2, 20).
A única coisa que deve nos prender a este mundo são os três pregos da cruz. Essa é a nossa meta cristã.
Deus os abençoe!
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Campanha da Fraternidade 2015


Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a  Campanha da Fraternidade (CF) 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.
O texto base utilizado para auxiliar nas atividades da CF 2015 já está disponível nas Edições CNBB. O documento reflete a dimensão da vida em sociedade que se baseia na convivência coletiva, com leis e normas de condutas, organizada por critérios e, principalmente, com entidades que “cuidam do bem-estar daqueles que convivem”.
Na apresentação do texto, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, explica que a Campanha da Fraternidade 2015 convida a refletir, meditar e rezar a relação entre Igreja e sociedade.
“Será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade são filhos e filhas de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que as estruturas, as normas, a organização da sociedade estejam a serviço de todos”, comenta dom Leonardo.

Proposta do subsídio
O texto base está organizado em quatro partes. No primeiro capítulo são apresentadas reflexões sobre “Histórico das relações Igreja e Sociedade no Brasil”, “A sociedade brasileira atual e seus desafios”, “O serviço da Igreja à sociedade brasileira” e “Igreja – Sociedade: convergência e divergências”.
Na segunda parte é aprofundada a relação Igreja e Sociedade à luz da palavra de Deus,  à luz do magistério da Igreja e à luz da doutrina social.
Já o terceiro capítulo debate uma visão social a partir do serviço, diálogo e cooperação entre Igreja e sociedade, além de refletir sobre “Dignidade humana, bem comum e justiça social” e “O serviço da Igreja à sociedade”. Nesta parte, o texto aponta  sugestões pastorais para a vivência da Campanha da Fraternidade nas dioceses, paróquias e comunidades.
O último capítulo do texto base apresenta os resultados da CF 2014, os projetos atendidos por região, prestação de contas do Fundo Nacional de Solidariedade de 2013 (FNS) e as contribuições enviadas pelas dioceses, além de histórico das últimas Campanhas e temas discutidos nos anos anteriores.
Adquira o texto base da CF 2015: www.edicoescnbb.com.br ou (61) 2193.3019

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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A ARMADILHA DA MISERICÓRDIA


Por meio de jogos de linguagem, o mundo tem pintado a Igreja como intolerante, por não acolher as chamadas “novas famílias”. Só cedendo à sua mentalidade relativista é que os católicos aprenderiam o que é misericórdia. Mas, será que as coisas não estão de cabeça para baixo? Não é estranho que, em um passe de mágica, o mundo pareça mais misericordioso que a Igreja?

Quem olha para o Ocidente percebe que ele está “engessado”: existem balizas que dizem claramente o que é e o que não é. Trata-se da ordem natural que Deus imprimiu na estrutura da própria realidade. O mundo tem um Criador e Ele colocou uma lógica (um logos) nessa Criação, lógica à qual o homem nada pode senão obedecer, como indica São Pedro: “É preciso obedecer a Deus antes que aos homens” [1].

Nosso Senhor ensinou os cristãos a dar “a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” [2]. O governo tem o poder de organizar a sociedade, mas não o de refazer a realidade. Assim como os olhos têm a função de ver, os ouvidos, a de escutar, e a boca, a de comer, os órgãos sexuais não são áreas de lazer, mas têm uma função: gerar a vida. Se uma pessoa começasse a alimentar-se indevidamente, qualquer médico a advertiria por estar fazendo mau uso de seu aparelho digestivo e, se um médico decidisse receitar veneno a essa pessoa, alegando romper com a medicina “tradicional”, essa pessoa certamente não aceitaria a sua medicina “alternativa”. Do mesmo modo, quem pede à Igreja que aceite as chamadas “novas famílias” quer que ela venda às pessoas veneno, sob a capa da misericórdia.

Mas, por que distorcer assim a palavra “misericórdia”? Porque, no processo para implantar o governo mundial, os cristãos são um grande entrave. Os globalistas querem, por exemplo, refazer a estrutura social, começando por sua célula-base, a família. Mas, como podem ir adiante se os cristãos acham que existe apenas um tipo de família – homem e mulher, que se unem, com papéis bem específicos, para gerar e formar vidas? Como podem ir adiante se os cristãos ensinam que esta realidade está inscrita na própria lei da Criação, como Jesus ensinou: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o princípio” [3]?

De fato, ao ensinar às pessoas que existe uma ordem natural e que nenhum governo tem poder para alterá-la, a Igreja Católica atrapalha o projeto de poder mundial. Por isso, ao invés de matarem os cristãos, como faziam em outras épocas, os globalistas tentam inocular um vírus nessa instituição, transformando e redefinindo os valores mais prezados por ela. Graças aos seus jogos de linguagem, então, a ordem da Criação torna-se opressiva e intolerante e a misericórdia de verdade significa “fazer o que se quer”. Ora, o nome disto é “ditadura do relativismo”, e foi condenado por um senhor chamado Joseph Ratzinger [4], durante a abertura do conclave em que ele seria eleito Papa, em 2005.

Com essa “ditadura do relativismo”, a ordem natural cai por terra e os homens se tornam, eles mesmos, deuses, “para além do bem e do mal”. Com a Igreja colocada para dormir, eles detêm o poder total e podem definir livremente como deve ser a família e como deve ser a sociedade. Por ora, sua linguagem é untuosa e cheia de tolerância, mas, quando eles assumem o poder, seus atos denunciam sua verdadeira identidade.

Basta olhar para os regimes comunistas do século XX. Mao Tsé-Tung, Lênin, Stálin e Fidel Castro mataram muito mais homossexuais que qualquer outro governo do mundo. E, no entanto, as mesmas pessoas que se dizem defensoras dos gays apoiam e financiam o socialismo, sem nenhum pudor. Sua boca é untuosa para defender os homossexuais, mas suas mãos estão sujas de sangue, porque são cúmplices das maiores carnificinas contra essas mesmas pessoas. O que eles fazem é usar o movimento gay e os homossexuais para implantar a “ditadura do relativismo” e, na sequência, um governo totalitário.


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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

QUAL A ORIGEM DA COROA DO ADVENTO?


Entre as decorações de preparação para o Natal, é comum encontrar nas igrejas uma guirlanda com quatro velas. Qual a origem deste enfeite? Desde quando a Igreja o utiliza? Descubra como a “coroa do Advento”, mesmo sendo de origem protestante, se encaixa “como uma luva” na liturgia e espiritualidade católicas.

Todos os anos, a Igreja se prepara para a Solenidade do Natal e é comum encontrar, entre as decorações do Advento, uma espécie de coroa, com uma guirlanda e quatro velas. Qual é a origem deste enfeite?

Pode parecer surpreendente, mas a sua origem está ligada à religião luterana. O seu uso começou em 1839, por iniciativa de um pastor chamado Johann Wichern. Ele cuidava de uma casa de auxílio social a crianças pobres. Nas proximidades do Natal, as crianças, ansiosas, sempre perguntavam quando era a festividade. Então, para marcar a sua chegada, ele fez uma roda com uma vela para cada dia do Advento, de forma que havia velas pequenas para os dias da semana e quatro maiores para simbolizar o domingo. Vários pastores começaram a fazer o mesmo em suas comunidades, simplificando o enfeite para quatro velas. Depois, juntou-se a essa ideia a já tradicional guirlanda natalina.

O fato é que este enfeite levou um tempo para ser adotado pela Igreja Católica. Foi usado pela primeira vez em Colônia, em 1925, e em Munique, em 1930. Depois, alcançou grande sucesso com a vinda do movimento litúrgico. É notável que a coroa do Advento pareça estar mais em sintonia com a fé católica – que tem o tempo litúrgico como tempo sagrado – do que propriamente com a fé protestante. Não sem razão a coroa caiu "como uma luva" na liturgia e espiritualidade católicas.

Na comunidade luterana, as velas tinham várias cores diferentes. Originalmente, eram velas escuras que, com o passar dos dias, iam ficando mais claras, para simbolizar a proximidade do nascimento de Cristo. Depois, preferiu-se adaptar as velas para a cor litúrgica do Advento: usam-se, então, três velas roxas e uma rósea – esta para o 3º Domingo do Advento, também chamado deGaudete.

Os irlandeses também contribuiram para inovar o enfeite, acrescentando uma quinta vela à coroa, para simbolizar a Solenidade do Natal. Por isso, também é possível encontrar uma coroa com cinco velas.

Quanto ao seu significado, várias interpretações são possíveis. O círculo contém a ideia de tempo e eternidade, as velas lembram que o Natal é uma festa de luz e, por fim, os ramos verdes remetem à esperança cristã –– à esperança do Senhor que se aproxima, que sai da eternidade para entrar na história.

Fonte

Deus os abençoe
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domingo, 2 de novembro de 2014

01/11 - ADORAÇÃO AO SENHOR JESUS - PROFECIA

Olá irmãos, gostaríamos de partilhar com vocês a profecia de Jesus na Adoração do último sábado 01/11/2014.

Jesus falando
"Eu não espero, Eu mesmo venho ao seu encontro. O convite foi lançado para que viessem até mim. Mas não quis esperar porque tenho pressa de vê-los novamente em pé. Por isso fui Eu mesmo ao seu encontro e já não pergunto, quem me tocou, porque eu quis te tocar e dizer, levante-se filho, olhe para mim. Eu caminho contigo, não permita que as coisas desse mundo te afaste de mim e das minhas coisas. Há muitos que precisam me ouvir e quero usar de vocês para este trabalho e esta missão.
Levanta-te e caminha filho. Eu estou ao seu lado e caminho contigo"

Deus os abençoe!
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Pensamento para os Jovens

Procura

"Sei que a vossa juventude é tentada pela atração de lucros fáceis, pela tentação de se refugiar em paraísos artificiais ou por se deixar atrair por formas distorcidas de satisfação material. Não vos deixeis seduzir pelas insídias do mal! Procurai antes uma existência rica de valores, para dar vida a uma sociedade mais justa e mais aberta ao futuro. Fazei frutificar os dons que Deus vos doou com a juventude: a força, a inteligência, a coragem, o entusiamos e a vontade de viver.

Fonte: Livro Pensamentos para os Jovens Papa Emérito 

Bento XVI.

Deus os abençoe Juventude!
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