quarta-feira, 17 de setembro de 2014

QUATRO CONSELHOS DOS SANTOS PARA A EDUCAÇÃO DOS SEUS FILHOS


Vão aqui quatro preciosos conselhos dos santos para a educação dos seus filhos. Nem todas são exortações muito agradáveis aos ouvidos, mas, com certeza todas serão de grande valor para a sua família.

“Como poderão os filhos ser bons, se os pais não prestam? Só por milagre”. Com essa frase, Santo Afonso de Ligório resume a grave responsabilidade dos pais na formação da consciência de seus filhos. Como ensinou Nosso Senhor, pelos seus frutos os conhecereis. São muitíssimos os nomes de santos que tiveram pais ou mães igualmente virtuosos: Santo Agostinho e Santa Mônica, São Gregório Magno e Santa Sílvia, Santa Catarina da Suécia e Santa Brígida… e a lista se estende. São verdadeiramente almas gigantes, que só puderam se elevar porque receberam uma educação exemplar de seus pais.
Vão aqui quatro conselhos dos santos para você educar os seus filhos. Nem todas são exortações muito agradáveis aos ouvidos, mas, com certeza todas serão de grande valor para a sua família.
1. Ser obediente a Deus
 Se queremos saber mandar, temos primeiro de saber obedecer, procurando impor-nos mais com o amor do que com o temor.” (São João Bosco[1])
Antes de impor a autoridade sobre os filhos, é preciso lembrar que há uma autoridade à qual todos os homens devem obedecer. Tanto maior será o respeito dos filhos por seus pais, quanto maior for o respeito destes ao Pai dos céus. O filho que vê o pai trabalhando, tratando com respeito a sua mulher, cuidando das necessidades da casa e rezando - em suma, cumprindo o seu dever de cristão e pai de família -, não só será dócil às suas instruções, como seguirá o seu exemplo, ao crescer. Portanto, em primeiro lugar, o Reino de Deus, isto é, o cumprimento da Palavra. As outras coisas virão por acréscimo.
2. Corrigir por amor, não por ira
 Tome-se como regra nunca pôr as mãos num filho enquanto dura a ira ou cólera; espere-se até que se tenha aquietado por completo.” (Santo Afonso de Ligório[2])
“Quando, porém, se tornarem necessárias medidas repressivas, e consequentemente a mudança de sistema, uma vez que certas índoles só com o rigor se podem dominar, cumpre fazê-lo de tal maneira que não apareça o mínimo sinal de paixão.” (São João Bosco[3])
Os conselhos de Santo Afonso e São João Bosco são o mesmo conselho do Autor Sagrado: “Vós, pais, não provoqueis revolta nos vossos filhos” (Ef 6, 4). Se é verdade que, como adverte o Livro dos Provérbios, “quem poupa a vara, odeia seu filho” (13, 24), também é verdade que toda correção deve ser feita de modo racional e equilibrado, inspirada pelo amor, não pela ira. Caso contrário, também a criança aprende a irar-se, sem que mude de comportamento. Aqui, é importante evitar não só as agressões físicas, mas também os gritos e as palavras exasperadas, que mais servem para intimidar as pessoas que para melhorar o seu caráter.
3. Dar bom exemplo
 Os pais estão igualmente obrigados a dar bom exemplo a seus filhos. Estes, principalmente quando pequenos, imitam tudo o que veem, com a agravante de seguirem mais facilmente ao mal, ao qual nos sentimos inclinados por natureza, que o bem, que contraria nossas inclinações perversas. Como poderão os filhos comportar-se irrepreensivelmente, se ouvirem seus pais blasfemar a miúdo, falar mal do próximo, injuriá-lo e desejar-lhe mal, prometer vingar-se, conversar sobre coisas indecentes e defender máximas ímpias, como estas: Deus não é tão severo como dizem os Padres; ele é indulgente com certos pecados, etc.? O que se tornará a filha que ouve sua mãe dizer: É preciso deixar-se ver no mundo e não se enclausurar como uma freira em casa? Que bem se pode esperar dos filhos que veem o pai o dia inteiro sentado na taberna e, depois, chegar bêbado a casa, ou então visitar casas suspeitas, confessando-se uma só vez no ano ou só muito raramente? S. Tomás diz que tais pais, de certo modo, obrigam seus filhos a pecar.” (Santo Afonso de Ligório[4])
As palavras de Santo Afonso são suficientemente claras. Aqueles que dão mau exemplo de vida, “de certo modo, os obrigam seus filhos a pecar”. Se essa sentença é verdade para o mal, também o é para o bem. Pais que vivem uma vida de oração e virtudes excitarão o coração de seus filhos para o serviço de Deus e das almas. O casal de beatos Luís Martin e Zélia Guérin educou tão bem suas cinco filhas, que todas elas se tornaram religiosas, entre elas Santa Teresinha do Menino Jesus, que é doutora da Igreja.
O pai que, lendo essas linhas, lamentou não ter dado uma boa educação a seus filhos - pois não tinha conhecido Nosso Senhor quando começou a sua família - deve, antes, louvar a Deus pelo conhecimento que agora tem e ainda pode dar a seus filhos, por meio de conselhos. É preciso, agora, buscar a conversão da própria família, sobretudo com uma vida de muita oração e penitência, evitando inquietações e escrúpulos desnecessários, afinal, Deus não nos pede conta daquilo que ignoramos. Uma vez conscientes da Sua vontade, todavia, é importante trabalhar com temor e tremor na própria salvação e na dos outros, sabendo que a quem muito foi dado, muito será cobrado.
4. Agir com prudência e vigilância
“Os pais são os culpados, pois quando se trata de seus cavalos, eles mandam aos cavalariços que cuidem bem deles, e não deixam que cresçam sem serem domados, e desde cedo põem neles freio e outros arreios. Mas quando se trata de seus filhos jovens, deixam-nos soltos por todas as partes durante muito tempo, e assim perdem a castidade, se mancham com desonestidades e jogos, e desperdiçam o tempo com espetáculos imorais. (...)Cuidamos mais de nossos asnos e de nossos cavalos, do que de nossos filhos. O que possui uma mula, se preocupa em encontrar um bom cuidador, que não seja nem rude, nem desonesto, nem ébrio, mas um homem que conheça bem o seu ofício. Todavia, quando se trata de procurar um professor para a alma da criança, contratamos o primeiro que aparece. E, no entanto, não há arte superior a esta. O que é comparável à arte de formar uma alma, de plasmar a inteligência e o espírito de um jovem? Quem professa esta ciência deve proceder com mais cuidado que um pintor ou um escultor ao realizar sua obra.” (São João Crisóstomo[5])
São João Crisóstomo viveu no século IV, mas esse conselho é válido sobretudo para os nossos tempos, em que as crianças são entregues a um sistema educacional corrompido, muitas vezes com a displicência dos pais, que querem passar toda a sua responsabilidade de educá-las para o Estado.
“Quando se trata de procurar um professor para a alma da criança, contratamos o primeiro que aparece”. Essa sentença convida todos os pais a um exame de consciência: como me relaciono com a escola dos meus filhos? Sei ou procuro saber o que os professores estão passando para eles, quais livros estão sendo usados para a sua instrução e como é o ambiente em que convivem? Em casa, deixo os meus filhos jovens “soltos por todas as partes”, deixando que façam o que querem, sem freios e sem disciplina? Converso com eles com frequência, agindo verdadeiramente como pai? O exame deve incluir, evidentemente, o propósito de agir com mais pulso e cuidado na orientação da prole.
É preciso empregar muita diligência nesses exames, pois, como diz Santa Teresinha do Menino Jesus, as crianças “são como uma cera mole sobre a qual se pode depositar tanto as impressões das virtudes como do mal”, e os primeiros responsáveis por moldar essas pequenas almas são justamente os pais. A santa religiosa de Lisieux exclamava: “Ah! quantas almas chegariam à santidade se fossem bem dirigidas!...”[6]
Lembremo-nos sempre que Deus pedirá conta daquilo que fizemos com as almas de nossos filhos e peçamos a Sua graça para imitarmos a Sagrada Família de Nazaré, na qual Nosso Senhor cresceu, rodeado de carinho, atenção e amor.
Deus os abençoe!
CAFN

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Pensamento para os Jovens

Desejo infinito

"Faz parte do ser jovem desejar algo mais do que a vida quotidiana regular de um emprego seguro e sentir o anseio pelo que é realmente grande. Trata-se-á apenas de um sonho vazio que se esvanece quando nos tornamos adultos? Não, o homem é verdadeiramente criado para aquilo que é grande, para o infinito. Qualquer outra coisa é insuficiente.

Fonte: Livro Pensamentos para os Jovens Papa Emérito 

Bento XVI.

Deus os abençoe Juventude!
CAFN

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

OS FRUTOS DE UMA FAMÍLIA QUE REZA

De início, quero agradecer os pais que o Senhor me deu. Cristãos praticantes, eles souberam semear nos corações de seus seis filhos o amor pela oração. Éramos uma família feliz, pois nossa família feliz, pois nossa família vivia de oração. Recebi de Deus um grande dom: "uma família que reza"!
Como missionária, atendo e dou aconselhamento aos mais diversos tipos de casais. Os casais cristãos, que vivem uma profunda vida cristã, têm filhos igualmente cristãos, sejam crianças ou jovens. Que alegria sinto quando estes casais falam de sua vida de oração e de seu modo de educar, na fé, seus filhos. Quando estes casais chegam para o aconselhamento, sinto paz, alegria, amor de Deus. Mas, quando recebo casais ou um dos cônjuges com problemas, ressalta logo a frieza e a mediocridade de sua vida de oração. Após atender os pais, atendo igualmente os filhos, todos com problemas, reflexo da atitude de seus pais.
A oração em família é insubstituível. É muito importante que rezem juntos à noite, ao menos uma dezena do Terço. Que rezem com os filhos na hora de uma doença, de uma prova escolar, enfim, que rezem no dia a dia familiar.
A primeira Igreja é a família. É a Igreja doméstica.
A caridade bem ordenada começa em casa. De nada adianta exercer atividades apostólicas fora do lar se os filhos ficam no esquecimento. O resultado disto é nefasto. Conheço tristes testemunhos a respeito disso.
Pela oração, Jesus se torna, cada vez mais, o elo de união entre os esposos, facilita o perdão e a aceitação mútua. O mesmo se pode dizer em relação aos filhos.
Que o Senhor acolha nossa prece e opere, pela intercessão de José e Maria, uma profunda transformação nos casais de hoje, despertando-os para uma vida "banhada" de oração.
Lembrem-se sempre, queridos pais: seu maior patrimônios são seus filhos e é deles que vocês irão prestar contas a Deus!

Fonte: Ir. Maria Nellie Guimarães, MJC - Revista Brasil (Associação do Senhor Jesus)

Deus os Abençoe!
CAFN

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Pensamento para os Jovens

Maiores aspirações

"Em todas as épocas, e também nos nossos dias, numerosos jovens sentem o desejo profundo de que as relações entre as pessoas sejam vividas na verdade e na solidariedade. Muitos manifestam a aspiração a construir relacionamentos de amizade autêntica, a conhecer o verdadeiro amor, a fundar uma família unida, a alcançar uma estabilidade pessoal e uma segurança real que possam garantir um futuro sereno e feliz. Certamente, recordando a minha juventude, sei que a estabilidade e a segurança não são as questões que ocupam mais a mente dos jovens. Sim, a procura de um posto de trabalho e, com ele, de uma certeza é um problema grande e urgente, mas, ao mesmo tempo, a juventude permanece contudo a idade na qual se está à procura da vida maior."

Fonte: Livro Pensamentos para os Jovens Papa Emérito 

Bento XVI.

Deus os abençoe Juventude!
CAFN

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Pensamento para os Jovens

A descoberta do Projeto de Vida

Riqueza

"A juventude afigura-se como uma riqueza porque leva à descoberta da vida como um dom e como uma tarefa."

Fonte: Livro Pensamentos para os Jovens Papa Emérito 

Bento XVI.

Deus os abençoe Juventude!
CAFN

domingo, 3 de agosto de 2014

AS TRÊS DESORDENS DO PECADO

O livro do Gênesis diz que “Deus criou o ser humano à sua imagem” [1]. Antes disso, o pecado já existia, não por natureza, mas pela má vontade dos anjos decaídos, os demônios. Foram eles quem, por inveja, se aproximaram do primeiro homem para tentá-lo. Até então, Deus o havia colocado em um jardim de benesses [2], com múltiplas possibilidades de árvores e animais para comer e inúmeras coisas para fazer, tendo proibido apenas uma coisa: “Podes comer de todas as árvores do jardim. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não deves comer, porque, no dia em que dele comeres, com certeza morrerás” [3].
Por medo da morte e pelo aviso divino, Adão e Eva não tinham comido da árvore, até que o demônio lhes tentou, invertendo o apelo de Deus e transformando em atrativo aquilo que era proibido: “De modo algum morrereis. Pelo contrário, Deus sabe que, no dia em que comerdes da árvore, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal” [4]. Seduzidos pelo maligno, os primeiros pais pecaram e a desordem entrou na humanidade.
Para este curso de Terapia das Doenças Espirituais, o relato do livro do Gênesis sublinha um fato de notável importância: quando a serpente apresentou o fruto da árvore à mulher, ela “viu que seria bom comer da árvore, pois era atraente para os olhos e desejável para obter conhecimento” [5]. Estas três realidades – “comer”, “atraente para os olhos” e “desejável para obter conhecimento” – perpassam toda a história da humanidade: representam a tendência do homem para o prazer, para possuir as coisas e para o poder, essa última entendida como uma espécie de astúcia operativa.
São João entendeu bem isso, quando escreveu que “tudo o que há no mundo – a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a ostentação da riqueza [a soberba da vida] – não vem do Pai, mas do mundo” [6]. E o próprio Senhor, no deserto, foi tentado pelo demônio com essas três matérias [7]. Primeiro, Satanás propôs a Ele que transformasse pedras em pão, a fim de comer. Depois, “mostrou-lhe, num relance, todos os reinos da terra” e prometeu dar-Lhe tudo aquilo, se Se prostrasse diante dele. Por fim, tentou Jesus a fazer uma demonstração de poder: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo”. Nosso Senhor venceu as três tentações, mostrando ao homem que é possível, com a Sua graça, vencer a carne, decaída pelo pecado original.
Mas, que são essas três coisas que com razão se podem chamar de “raízes” do pecado? Tratam-se de três libidos ( libidines, em latim). As duas primeiras são chamadas por São João de “ἐπιθυμία” (lê-se: epithumía) – assim, há a “ἐπιθυμία τῆς σαρκὸς”, que é a concupiscência da carne, e a “ἐπιθυμία τῶν ὀφθαλμῶν”, que é a dos olhos –, pois estão radicadas na potência concupiscível do homem. A terceira, por sua vez, está na potência irascível: é a “ἀλαζονεία τοῦ βίου”, a soberba da vida.
A primeira, a libido amandi, é o apetite desordenado que “tem por objeto tudo o que pode fisicamente sustentar o corpo seja para a conservação do indivíduo, alimento, bebida etc., seja para a conservação da espécie, as coisas venéreas” [8]. O objeto dessa concupiscência é tanto a gula quanto o sexo desordenado, que é o vício da luxúria. É curioso que, na mesma época em que se vê o fenômeno da anorexia, de meninas que morrem de fome porque não querem comer, percebe-se uma humanidade que busca o prazer venéreo, mas não quer assumir a responsabilidade dos filhos. As pessoas querem comer, mas não querem engordar; querem fazer sexo, mas não querem estar abertas à vida.
A segunda, a libido possidendi, “é concupiscência animal, e tem por objeto as coisas que não se apresentam para a sustentação e o prazer da carne, mas que agradam à imaginação [delectabilia secundum apprehensionem imaginationis] ou a uma percepção semelhante, por exemplo, o dinheiro, o ornato das vestes, e outras coisas deste gênero. É esta espécie de concupiscência que se chama de concupiscência dos olhos” [9].
A terceira é a libido dominandi. É a soberba fundamental de querer ser igual a Deus, como fez Satanás. Enraizada no irascível, essa libido deseja o bem enquanto algo árduo: “Quanto ao apetite desordenado do bem difícil, pertence à soberba da vida, sendo que a soberba é o apetite desordenado da excelência [appetitus inordinatus excellentiae]” [10].
É para combater essas três causas do pecado que se praticam as três obras quaresmais: o jejum, a esmola e a oração; e também os três votos evangélicos: a castidade, a pobreza e a obediência. Também aqui se identificam os nossos relacionamentos com o outro, com as coisas e conosco mesmos. Se abusamos de outra pessoa, usando-a como objeto para obter prazer, estamos cedendo à concupiscência da carne; se idolatramos as coisas, pensando estar nelas a nossa felicidade, cedemos à concupiscência dos olhos; e se fazemos de nós mesmos deus, estamos na soberba da vida.
Deus criou o homem para que ele participasse de Sua divindade, mas ele deveria sê-lo pela graça, não por suas próprias forças. Quando Eva “se apega ciosamente ao ser igual a Deus”, ela rouba, com “ἁρπαγμὸς” (lê-se: harpagmós): as suas mãos se fecham para pegar para si. As mãos de Cristo são o contrário das mãos de Eva: elas se abrem para dar. Enquanto Eva quis, Cristo tudo entregou. Enquanto as mãos de Eva se voltam ao lenho para pegar, as de Cristo se deixam pregar ao lenho da Cruz para dar. Da primeira árvore nos vêm a desgraça e a morte; da segunda, a graça e a vida, a nossa salvação.
Para maiores detalhes acesse o link para o vídeo Assista o Vídeo clicando aqui
Fonte: Blog Pe. Paulo Ricardo BLOG Pe. Paulo Ricardo
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Pensamento para os Jovens

Orientados para a vida eterna

"Queridos jovens, exorto-vos a não esquecerdes esta perspetiva no vosso projeto de vida: somos chamados à eternidade. Deus criou-nos para estarmos com Ele, para sempre. Ela ajudar-vos-á a dar um sentido pleno às vossas decisões e qualidade à vossa existência."

Fonte: Livro Pensamentos para os Jovens Papa Emérito 

Bento XVI.

Deus os abençoe Juventude!
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quarta-feira, 23 de julho de 2014

O que precisa mudar na política do Brasil?

O sistema político do Brasil é um dos grandes problemas de nossa democracia. Do jeito que ele funciona estimula a corrupção, fazendo com que mesmo os bons candidatos acabem muitas vezes sendo corrompidos por causa do sistema. Como assim? Vamos explicar.
Um dos problemas é o tamanho do Brasil e de cada Estado. Em São Paulo, por exemplo, temos cerca de 600 municípios, o que significa que um candidato a deputado tem de trabalhar em todos eles para publicar sua candidatura e fazer sua campanha. Ora, se o período de propaganda eleitoral é de mais ou menos 60 dias, então, o candidato tem de percorrer cerca de 10 cidades por dia, contando sábados, domingos e feriados. Sem falar das grandes cidades onde ele certamente gastará muito mais de um dia.
Fica claro que o candidato não conseguirá visitar nem a metade das cidades. E imagine você o dinheiro que ele precisa gastar nisso. São milhões de reais: carro, combustível, assessores, eventos, cartazes, banners, etc., etc., etc. E quem é que tem milhões de reais? Quase ninguém. Então, o que fazem os candidatos? Têm de encontrar alguém para “bancar” toda essa despesa. Então, procuram uma multinacional, uma igreja, um sindicato, uma corporação da sociedade, um empresário rico, etc.
Bem, no caso de ser eleito, será que este candidato eleito vai trabalhar para o bem do povo, do “bem comum”, ou do bem de quem bancou a sua campanha? É claro, de quem bancou sua campanha, pois certamente assumiu um compromisso com ele. Ai surge os “lobbies” nas Assembleias legislativas e no Congresso Nacional, e assim, são os interesses individuais e corporativistas que conduzem as discussões dos assuntos a serem votados. E o povo, na verdade, fica sem os devidos representantes. Por aqui você pode entender um pouco porque o povo anda tão insatisfeito com os eleitos. Qual a solução para isso?
Parecem-me duas. Uma, evidentemente, é que os eleitores não podem dar o seu voto a esse tipo de candidato, bancado por uma instituição para  a qual depois vai fazer “lobbie”;  embora seja difícil saber quem são. Outra solução urgente é se implantar no país o VOTO DISTRITAL. Como ele funciona?
No voto distrital você vota por Distrito. Cada Estado é dividido em distritos – que podem variar de 100 mil a 300 mil, por exemplo – e cada um de nós vota em deputados apenas do seu distrito. E cada candidato só faz campanha no distrito. Isso gera muitas vantagens:
1 – Escolher fica mais fácil – cada eleitor conhece o candidato e o fiscaliza depois de eleito,  sabe onde ele mora, etc..
2 – A campanha fica mais barata- o candidato só faz campanha na sua região e não precisa andar muito e gastar muito.
3 – Acaba o “efeito Tiririca” – o voto de um candidato não elege outro.
4 – O gasto público diminui – acaba o toma lá da cá no Congresso.
5 – Os corporativistas perdem espaço, porque a eleição é por região. É claro que os politiqueiros e interesseiros não querem. As oligarquias se enfraquecem – dissolvem-se os currais eleitorais dos “coronéis”.
6 – Aumenta a força das capitais – que hoje elege poucos representantes.
7 – O Congresso é fortalecido, porque fica mais difícil fazer falcatruas e enganar o povo.
8 -  A corrupção diminui, fica mais difícil comprar as pessoas.
Em 2010, foram eleitos com os próprios méritos só 7% dos deputados federais. Se o voto distrital tivesse sido adotado em 2010 não teriam chegado à Câmara Federal 35 Sindicalistas, 21 religiosos, 28 familiares de políticos. (VEJA – 2233 – ano 44 – 36 7/9/1, pgs. 78-841).
Fonte: Blog Professor Felipe Aquino
Deus os abençoe!
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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Pensamento para os Jovens

Valor

"Sem dúvida, a vida só pode valer se tiverdes a coragem da aventura, a confiança de que o Senhor nunca vos deixará sozinhos."

Fonte: Livro Pensamentos para os Jovens Papa Emérito 

Bento XVI.

Deus os abençoe Juventude!
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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Pensamento para os Jovens

Chamamento

"Amados jovens, circundai de amor e gratidão os vossos sacerdotes. Se o Senhor tiver de chamar algum de vós para este grande ministério, como também para alguma forma de vida consagrada, não hesiteis em dizer o vosso sim. Sim, não é fácil, mas é bom  ser ministro do Senhor, é bom prodigalizar a vida por Ele!.

Fonte: Livro Pensamentos para os Jovens Papa Emérito 

Bento XVI.

Deus os abençoe Juventude!
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